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Publicação Mensal - Ano I - Número 3 - 1 de Julho de 2008 - São Paulo - SP -  Editoria: marialuiza@kellyneta.com.br

COLUNAS

Ou... Cantinhos Especiais!

Cantinho da
Cris Camps

SAUDADE

          Minhas queridas amigas,

          Sinto ter que quebrar a seqüência de curiosidades da Revista Seleções que eu havia proposto enviar para a Gazeta. Mas nessa hora tão cruel para nós, não poderia fazer outra coisa senão prestar uma homenagem à Verinha através do "meu cantinho", tão gentilmente disponibilizado para mim..

          Por favor, considerem a sugestão no anexo...na edição subseqüente a essa, volto com as "curiosidades.

Beijo,

Cris

 

        Saudade é solidão acompanhada,
é quando o amor ainda não foi embora,
mas o amado já ...
Saudade é amar um passado que ainda não passou,
é recusar um presente que nos machuca, 
é não ver o futuro que nos convida ...
Saudade é sentir que existe o que não existe mais ...
Saudade é o inferno dos que perderam,
é  a dor dos que ficaram para trás,
é o gosto de morte na boca dos que continuam ...
Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade:
aquela que nunca amou.
E esse é o maior dos sofrimentos: não ter por
quem sentir saudades, passar pela vida e não viver. 
O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido ...

Pablo Neruda

 

Minha homenagem à minha eterna amiga Verinha, que tão precocemente nos deixou para viver na eternidade.

Doce e meiga Verinha, um beijo da sua miga “sapequinha”...

 

Até um dia...   Cris

Cristina Camps
Dir. Contatos Reais BCC
www.criscamps.net 

Tunica em
Prosas e Versos

*** OBRIGADA MEU DEUS ***

Senhor..55 anos.. Lembrei de uma conversa contigo,

eu tinha dezesseis...

Nas madrugadas da juventude eu te procurava,

a você que me fez,

da janela do meu quarto, aflita eu olhava

para a noite silenciosa...

E no brilhar das estrelas, com minhas dúvidas,

medrosa;

a incerteza doía. Haviam tantos porquês,

sugerindo talvez

de forma incipiente e banal,

uma primeira crise existencial...

II

Senhor, quanto tempo faz que eu te falei

do meu medo de viver?

De estar no mundo, seguir o percurso da vida;

do meu modo de ser..?

Eu pensava, angustiada e sem experiência,

que não conseguiria...

Naquela época, sendo tão criança ainda,

eram muitas as coisas eu temia...

Hoje já não grito.. a janela da minha vida se abre

para o conhecer...

Deus, Tu nunca mudaste, eu é que mudei!

Tú já sabias, como hoje sei

que o tempo me lapidaria

III

Senhor, Tu estivestes sempre presente

nesta minha existência...

Em cada novo dia em que eu vivi,

em cada nova ingerência;

ao invés de fugir de Ti, te procurei

em minha estrada...

Dou graças por poder te ter, prova patente de

que fui premiada;

em vereda de 36 longos anos, adquirindo

toda uma experiência,

aprendi a viver neste mundo,

sem sacrificar minha alma dobrada.

IV

Senhor, aprendi que tenho sentimentos e forças

e que não preciso sonhar...

Aprendi que cada um tem valores dentro de si,

e isto nos leva à lutar...

Pensando-me sozinha a desenvolver

minha singular dualidade;

descobri que amigos me destes; tesouros

para preservar em amizade...

Aprendi enfim que não existe apenas maldade...

Agradeço então por me mostrar...

Ao dominar meus pesadelos, eu aprendi

a ser mulher de verdade.

Obrigada, meu Deus, a caridade...


Junho
de 2008
MariaAntonietaRdeMattos.

     http://mariaantonietta.multiply.com       mariahantonieta2003@yahoo.com.br
        

Viva Bem, Viva Mais.
Marcia Elisa Polari

7 Chaves da Longevidade

CHAVE 1

Planejamento para o sucesso

Tem uma música do Chico, inspirada naquela brincadeira de criança em que se vai mudando de personagem, algo assim “agora eu era rei...” e depois “agora eu sou cowboy”...

          O sentido do verbo no pretérito é bem esse, um sonho que ficou no passado e jamais se tornou realidade. A verdade nua e crua é a do cowboy e o rei virou fumaça.

          Era assim mesmo nas brincadeiras de criança, lembram-se?

          E você? Lembra-se, na adolescência, do que queria ser quando crescesse?

          As respostas eram as invariáveis profissões, engenheira, médica, advogada, atriz, vinham seguidas de qualificativos como, empresárias, milionárias, fazendeiras, viajadas, festejadas, famosas, e por aí vai...

          O que aconteceu? Onde foi que você falhou?

          Não sou fã de frases feitas ou chavões, mas tem uma que os americanos adoram que diz mais ou menos assim: “fail to plan is plan to fail” (falhar em planejar é planejar para falhar).

          Não tenho dúvidas, todas nós temos mil e uma desculpas para explicar porque o “rei” virou “cowboy”: não me deram chance, ninguém me ajudou, aconteceu um monte de coisas, casei grávida, tive que viajar, parar de estudar, etc. Algumas dessas lhes parecem familiar? Fique à vontade para estender e completar a lista de desculpas esfarrapadas. Depois de pronta podemos até mesmo mandá-la para o muro das lamentações.

          Nossa mania de complicar tudo, nos fazer de vítimas, e achar que todo peso do mundo deve ser carregado nas nossas costas, freqüentemente nos afasta do objetivo, faz com que tomemos decisões e escolhas equivocadas, com que percamos o foco e nos impede de entender claramente o que aconteceu.

          Ainda assim insistimos; o que aconteceu?

         “Minha vida era tão boa, minha infância, cor-de-rosa, meus sonhos, dourados. Tudo se encaixava, havia um caminho brilhante à minha frente, e eu me perdi nele”, alguém diria.

          O que faltou? Trabalho, estudo, preparação, oportunidade, sorte?

          Várias coisas, mas certamente faltaram duas ou três coisas fundamentais.

          Primeiro: definir um objetivo, específico, quantificado. Lembra-se do sonho da adolescência? De como falávamos conosco mesmas? Quero ter muito dinheiro, viajar pelo mundo, casar com um príncipe encantado, e bla, bla, bla...

           Experimente definir as coisas: quer ter quanto de dinheiro? Cem, Mil, Um milhão?

          Quer viajar para onde? Paris? NY? Rio Preto?...Quer casar com quem? Com o Brad Pitty? Ou com o colega de colégio? Não importa, desde que seja factível, defina e especifique seu objetivo. Não vale dizer que quer ser dona da Petrobrás, sabendo que a maior fortuna do mundo não dá para comprar nem 5% da empresa. Fique no plano do possível, as chances de sucesso são maiores, evita frustrações e o reforço para sua auto-estima é recompensador.

          Segundo: marcar uma data. Um plano sem data não é plano, e está fadado a ficar eternamente no campo dos sonhos. Você pode pensar e imaginar o que quiser e o que você desejar para você só tem chance de acontecer a partir do momento que você marca uma data, ou um prazo ou um tempo para aquilo acontecer.

          Esta é a grande diferença entre o sonho (não tem data, é atemporal, pode ir e voltar, se repetir inúmeras vezes) e a realidade (tem data certa, transcorre no tempo e está intrinsecamente lidada a ele).

          Começa assim: se você tem 30 anos, o que você quer alcançar aos 40? Isto, aos 50 aquilo, aos 60 aquiloutro e até onde quiser.

          Sabendo onde se quer chegar, evitamos tomar caminhos errôneos. Ou de outra forma, se você não sabe onde quer chegar, qualquer lugar serve.

          Quando se estabelece um tempo, o cérebro regula o relógio biológico e todas as outras funções mentais para que fiquem de prontidão, para que trabalhem a favor, para que o objetivo seja perseguido, sem diversionismo.

          Terceiro: certificar-se de que o resultado, uma vez alcançado, é o que você quer.

          Como assim, se ele ainda nem aconteceu? Você pode até se perguntar mas a verdade é que somos dotados de um instrumento de última geração, que poucos usam diga-se de passagem, chamado pensamento. Através dele podemos ir onde quisermos, instantaneamente; não precisamos esperar acontecer.

          Quer ver? Lembra-se, de algum dia na sua vida, em que você estava se sentindo muito bem, cheia de energia, alegre, bonita, algo parecido com o que você quer como resultado do objetivo de que estamos falando? Que dia foi esse? Quando foi? O que você estava fazendo? Quem estava com você? Lembrou tudo?

          Muito bem, agora faça um exercício.

          Feche os olhos, e na imaginação, volte lá para aquele dia, quando tudo aconteceu, veja de novo a cena, com você na cena, ouça as vozes, os sons, as músicas, se havia, e sinta no seu corpo, todas as sensações daquele momento passado.

           O que você me diz? Foi legal? Foi como reviver aquele acontecimento? Sim?

          Isto para demonstrar que seu pensamento não faz de diferença entre o real e o imaginário. Assim, você pode usá-lo para saber se o resultado que você terá ao atingir seu objetivo, é mesmo o que você quer. Se não for, faça tantas alterações na sua meta, quantas necessárias.

          Quarto: manter-se no controle, seu objetivo depende só de você. Quando você entrega sua vida na mão de outro, você perde o controle, fica a mercê do acaso e não avança, fica estagnada. Porque você acha que o outro é melhor condutor da sua vida que você? Quem é o maior interessado na sua evolução, na sua felicidade, além de você mesma?

          Das pessoas idosas com quem tenho contato freqüente na clínica, as mais admiráveis têm aquele ar zen, tranqüilo, típico de quem têm as coisas resolvidas, a começar por elas próprias.

           Sabem que já viveram muito e fizeram muito, e têm a consciência de que lhes resta relativamente pouco que ainda não realizaram.

          São equilibradas e centradas o bastante para planejar sim, de forma realista, num horizonte mais próximo, o cinema da semana que vem, a visita do mês que vem, a festa de natal...e o HEF do ano que vem. Com planejamento, a chance de tudo isso acontecer é grande e a recompensa, maior ainda.

          Não se iludam com o viver cada dia como se fosse o último; mesmo que fosse verdade, você não conseguiria fazer muito num dia só.

          Muito menos caia na tentação do sofisma “quando me aposentar, minha vida será diferente, vou fazer tudo que não fiz”. Se você não começar a mudar desde agora, prepara-se para viver, na aposentadoria, pior que agora.

          Outro chavão: o presente é o passado do seu futuro. Então, se no futuro, você quiser ter boas lembranças do seu passado, comece a mudar seu presente. É sua única chance.

          Em suma, organize-se, planeje sua vida, suas finanças, pague suas contas em dia, tenha disciplina, conviva com seus amigos, para que você possa exercitar e usufruir plenamente e por muito tempo, sua saúde, sua autonomia, seu bem-estar sócio-econômico e cultural.

          A felicidade não está necessariamente na fama, na fortuna, na beleza física.

          Ela pode estar num prosaico passeio de fim de semana, num hotelzinho aconchegante do interior, com cem reais no bolso, com o(a) antigo(a) amigo(a) de colégio, e você decidindo o que fazer, com quem mais, quando chegar, quando partir.

          Até o próximo mês, com a Chave número 2, sobre como você encara a realidade sob o tema “Você vive no Mapa ou no Território?”

 

Marcia Elisa Polari
marcia.polari@yahoo.com.br