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Publicação Mensal - Ano I - Número 4 - 1 de Agosto de 2008 - São Paulo - SP -  Editoria: marialuiza@kellyneta.com.br

COLUNAS

Ou... Cantinhos Especiais!

Cantinho da
Cris Camps

O SEGREDO DO DR. JAMES BARRY

          Oi gente, retomando as curiosidades publicadas na revista Seleções do Reader´s Digest, trago para essa edição da GAZETA DA KELLY

O SEGREDO DO DR. JAMES BARRY

 

          O Dr. James Barry, um cirurgião aposentado do Exército, morreu em Londres no dia 25 de Julho de 1865, com 73 anos. Durante a sua longa e distinta carreira, que decorreu principalmente nas Índias Ocidentais, na África do Sul e na Índia, revelara-se um oficial popular e eficiente.

          Nos seus tempos de juventude, a sua figura atraente conferira-lhe a reputação de conquistador, chegando-se a afirmar que, devido a uma mulher, tivera uma disputa com outro oficial com quem se batera em duelo.

          Só a morte revelou o extraordinário segredo que o Dr. Barry ocultara por tanto tempo. O Dr. Barry era uma mulher que, de acordo com a autópsia, em determinado momento de sua vida, durante a juventude, tivera um filho.

          Até hoje, a verdadeira história do Dr. Barry permanece um mistério. Em 1808, com 16 anos, ingressara como estudante de Medicina na Universidade de Edimburgo, com o nome de James Barry. Aparentemente, nem mesmo nos seus tempos de estudante alguém suspeitara de que Barry era do sexo feminino.

          Parece admissível que, desiludida por ter sido abandonada na sua adolescência por um homem, ela tenha decidido passar o resto dos seus dias ocultando a sua condição de mulher.

          O que aconteceu à criança é outro segredo que ela levou consigo para o túmulo. Este, na ausência de qualquer outra informação, ostentava apenas a inscrição do nome que ela usou na maior parte de sua vida – Dr. James Barry.

 

          Pois é gente, levar um segredo até a morte é algo extremamente difícil, e acabamos revelando ou sendo descobertas durante a vida mesmo. Portanto, para quem tem algum “segredinho”, segure a barra...Possivelmente ele será revelado durante a sua existência, ao contrário do SEGREDO DO DR (A) JAMES BARRY.

 

Beijos e até a próxima,

Cristina Camps
Dir. Contatos Reais BCC
www.criscamps.net 

Tunica em
Prosas e Versos

*** DESAMOR ***

    I


Apaixonada minha pobre alma

de dia e de  noite sofre e delira,

o coração em prantos  suspira,

ais que  torturam a alma...

II

E tudo em  uma ilusória calma,

sem possuir nada ou ninguém...

E está gravada em minha palma

a minha tola paixão também...

 III

Por dentre as minhas veias corre

uma dolorida e ardente chama;

que sem  jamais parar me inflama,

e deixa meu espírito cheio de dor...

IV

Um sussurro,  uma voz secreta

me disse em sonho: Infortunada!

viveras para sempre condenada

a um eterno e sofrido desamor...

V

Como fatalmente morre qualquer ave

sem sorver água e sem ter alimento,

assim pareço mostrar meu  intento,

munida de efêmero e pálido rubor...

VI

 Nenhum acontece um sopro benigno

sequer que dê vigor para minha vida...

Eu apenas existo e vivo submergida

no mais desalentado e triste desamor

VII

Como se fosse  cintilação fantasma

que brilha forte e depois se evapora,

dissipou-se no decorrer da aurora

o lindo astro que pensei ser meu amor...

VIII

E foi com ele a luta que me dava vigor

para seguir na vida com fé e com calma...

Ficou apenas gravado nos cacos da alma

meu mais desalentado e triste desamor...

   MariaAntonietaRdeMattos.
     http://mariaantonietta.multiply.com/
   mariahantonieta2003@yahoo.com.br

 Julho de 2008.  Poesia para a "Gazeta da Kelly"

Viva Bem, Viva Mais.
Márcia Elisa Polari

7 Chaves da Longevidade

CHAVE

Expansão do Mapa da Realidade

          Viver a realidade não é tão fácil ou tão simples quanto parece.

          Principalmente à medida que o tempo vai passando, e reforçando nossas crenças de que somos os “donos da verdade”, já vimos e vivemos tudo. Por isto é tão comum o idoso ser taxado de teimoso, ranzinza, rabugento, repetitivo, chato e outros.

          E você, como você faz para se orientar no mundo real, pensar, tomar decisões, enfim, viver?

          A maioria das pessoas não tem dúvidas quanto a isto; acham que sabem tudo o que precisam saber e têm um domínio completo da situação e de tudo que acontece a seu redor.

          Cuidado, pode não ser exatamente assim. E a certeza aparente pode ser apenas um sintoma de falta de opção.

          Mais ou menos assim, “para quem tem como ferramenta apenas um martelo, todo e qualquer problema é visto como prego”...

          Alguém conhece ou já teve a oportunidade de observar, um desses que eu gosto de chamar de idoso bem sucedido?

          Já repararam a atitude às vezes contemplativa, outras, pensativa com que costumam se colocar diante das mais variadas situações?

          Parece que não estão nem aí, que não é com eles!

          Gosto de pensar que nesses momentos eles não estão fazendo outra coisa senão analisar as diversas opções, antes de emitir um parecer, dar uma opinião ou tomar uma decisão.

          Como se tivessem, no lugar do cérebro, um metafórico computador que pudessem acessar, procurando no disco rígido, nas diversas pastas e arquivos guardados na memória, a melhor solução para as questões que a vida lhes impõe.

          Nunca respondem de bate pronto, primeiro examinam os problemas sob diversos ângulos, testam as alternativas, asseguram que já passaram pela mesma situação antes e confirmam que a resposta dada numa outra ocasião fora bem sucedida.

          Muitos chamam isto de experiência, sabedoria e até mesmo intuição.

          Eu prefiro chamar de percepção profunda da realidade, que é uma forma de competência inconsciente, construída pelo acúmulo de acertos sobre fatos e situações que ele nem sabe que sabe.

          - Ah, mas isso é inato – você pode estar pensando.

          Em alguns casos sim, mas o bom dessa história é que essa capacidade, tão apreciada nos outros, pode ser decodificada, modelada, aprendida e incorporada.

          Primeiro, temos que entender como tomamos contato com e percebemos a realidade. Que ferramentas utilizamos para nos guiarmos no mundo real?

          Alguém diria, a inteligência, a perspicácia, a lucidez ou qualquer outro atributo. Errado.

          Estas são certamente, condicionantes para uma adequada avaliação e julgamento, mas não para a percepção e captura dos fatos da vida.

          Não escolhemos os acontecimentos, eles se sucedem com ou sem a nossa permissão. Estamos expostos a eles o tempo todo e a eles, queiramos ou não, temos que reagir, nem que seja por omissão.

          Então vejamos, nosso primeiro contato com a realidade se dá através dos sentidos.

          Isto mesmo, dos velhos e bons órgãos dos sentidos: visão, audição, gustação, tato e olfato.

          Assim, percebemos tudo que acontece ao nosso redor, no ambiente, no mundo em que vivemos e esses fatos e acontecimentos chamamos de experiência profunda, na forma primária, tal como a recebemos, sem interferências.

          Essa primeira percepção passa então por vários filtros, neurológicos, culturais/sociais, individuais e lingüísticos e só depois de assim processadas é que são armazenadas no nosso cérebro, como uma representação daquilo que, de fato aconteceu, moldando nossos comportamentos, crenças, valores e num nível superior, nossa personalidade.

          Para não complicar ainda mais, vamos ficar apenas no nível mais primitivo, o neurológico.

          A maioria diria,

          -Ah, eu enxergo muito bem, ouço muito bem, e não tenho nenhum problema para distinguir temperaturas, gostos e cheiros.

          Concordo, mas isto em se tratando de espécie humana. Mas, e comparado com outras espécies?

          Você que enxerga bem. Acha que enxerga tão bem quanto uma águia, que, voando a mais de 100m de altura consegue ver um pequeno rato se movendo entre as pedras e é capaz de num minuto, fazer dele sua presa?

          E você que escuta bem! Será que escuta melhor que um morcego, que é quase cego e se orienta em pleno vôo por um sistema de ultra-som mais sensível que um radar?

          E seu tato, é bom? Será que é melhor que o do tubarão que tem, abaixo das nadadeiras, uma estrutura sensível a variações de pressão, que lhe permite perceber uma pessoa nadando à distância?

          E já pensou no olfato dos cães?

          Isto, simplesmente para dizer que, no fim, somos seres neurologicamente limitados e o que pensamos ser a realidade, na verdade é apenas uma representação da realidade, captada por um deficiente sistema sensorial.

          É a mesma diferença que existe entre o mapa e o território.

          E definitivamente, minhas amigas, o MAPA não é o TERRITÓRIO, é apenas uma representação dele. Assim como o cardápio não é a comida; assim como a palavra cão, não morde.

          O que existem são representações mais ou menos próximas do real, com riqueza de detalhes, explicações e instruções.

          Imaginem a diferença entre uma indicação de endereço rabiscada num guardanapo amassado, comparada com um print extraído do googlemaps ou com a orientação multimídia de um navegador via satélite, esses GPS que os táxis já estão usando nas grandes cidades. Não dá para comparar!

          Isto sem contar que nem todas as pessoas usam igualmente todas as ferramentas. Do filtro individual resulta que apenas um terço das pessoas têm essa capacidade natural, de processar as informações usando igualmente todos os canais. As outras, ao longo da sua formação e desenvolvimento tendem a processar as informações por canais sensoriais preferenciais, registrando mais, ora a parte visual das informações, ora a parte auditiva, ou a cinestésica (das sensações).

          E assim vamos nós, como se fôssemos os donos do nosso mundinho, quando muito, o que temos é um mapa, uma mera representação da realidade, superficial, que muitas vezes pouco ou nada tem a ver com a experiência profunda.

          A resultante é uma construção fora do prumo, desalinhada, do que se pensa ser a realidade. Assim é que são formadas as crenças limitantes, os medos, os traumas, as mágoas e todo tipo de sentimento que impede as pessoas de viverem a vida integralmente.

          Assim também aparece todo tipo de limitação, dificuldades de relacionamento e de comunicação com os outros e consigo mesmo, dando lugar a manifestações distorcidas da auto-estima e da autoconfiança, campo aberto para sabotagens, profecias auto-impostas e tantas outras generalizações negativas.

          Lembre-se do que diz a bula existencialista, “o importante não é o que fazem com você e sim o que você faz com o que fazem com você”.

          A chave aqui é um longo e paciente aprendizado, de como usar todas as ferramentas sensoriais, de como registrar as experiências em todos os canais, ampliar e enriquecer seu mapa da realidade e permanecer o mais próximo possível dela.

          Quanto mais cedo começar, mais longe se chegará e mais expandido e detalhado será o seu mapa da realidade.

          O uso mais intenso e freqüente dessas ferramentas acaba sendo incorporado naturalmente no dia-a-dia, produzindo efeitos positivos e reforçadores de uma nova conformação neurológica, novos pensamentos e novos comportamentos.

          E o cérebro, é como um pára-quedas, uma vez aberto e expandido nos seus limites, dificilmente volta ao tamanho e à forma original. Ele aprenderá a funcionar de um modo mais eficiente e criativo, que prevalecerá e passará a ser adotado como o modo preferencial.

          Expanda seus mapas da realidade, comece já, e surpreendentemente você terá as indicações necessárias para chegar, mais fácil e rápido, aonde você quer ir.

          Na próxima edição, vamos explorar a Chave 3, o Fantástico Mundo das Metáforas e o que elas significam para nós.

 

Marcia Elisa Polari
marcia.polari@yahoo.com.br