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Nada
com relação a minha vizinha de coluna, me refiro aos
perigos que as CDzinhas de armário passam ao
arriscarem-se sair sozinhas à noite em ruas escuras e
desertas, ou em voltinhas sem rumo de carro.
Fiz muito isso e posso falar com autoridade: é muito
arriscado. Um assalto, grupos skins, ou um simples
acidente de trânsito, podem transformar a vida da
CDzinha num inferno.
Nossa querida Jorgete Del Rio nos ensina há tempos que,
“Uma CD sozinha, não vai a lugar algum”. Nada mais
perfeito do que isso.
Gente, hoje em dia tem tanto recurso e tanta CD amiga
que pode ajudar, que não justifica o risco de ser
reconhecida, descoberta, assaltada, ou ter que explicar
uma batidinha de trânsito numa Delegacia de Polícia.
Imaginem o transtorno.
Já passei por muitas saias justas que, por sorte, não
tiveram maiores conseqüências. Uma delas, há muitos
anos atrás, foi quando passei por uma fiscalização da
PF em plena manhã de Sol radiante. Saí do interior do
RGS com destino à Porto Alegre, distante 400 km, com a
convicção de que iria montada. Pois bem, encerrei a
conta no hotel em que estava hospedada, parei o carro
numa rua deserta, me montei toda, e peguei estrada feliz
da vida toda bonitinha. Rodei uns 100 km, e numa curva,
próximo a uma cidade, lá estava todo o aparato
policial determinando a parada de todos os veículos.
Gelei, fervi, desmaiei, enfim, tudo me aconteceu em
poucos segundos até eu parar o carro.
Pensei nesses segundos o que eu poderia fazer, mas nada
me veio na mente devido à surpresa do fato. Chegou o
policial e me pediu os documentos pessoais e do carro.
Entreguei tudo tremendo que nem vara verde. Em seguida,
pediu-me para ligar os faróis, sinal pra esquerda,
sinal pra direita, luz de freio, uma revisão elétrica
de rotina.
Fiz tudo errado, embora estivesse tudo correto com o
carro. Pois bem, o policial veio até a janela do carro
e me disse: “Está tudo correto senhora, mas esse perímetro
é urbano e a senhora estava acima da velocidade
permitida no local, vamos ter que notificar. Quer me
acompanhar até a viatura por favor”. Gelei, fervi,
desmaiei novamente.
Como que poderia ir até a viatura de saltinho,
mini-saia, e toda maquiada?...nunca alguém sequer tinha
me visto assim, e logo na primeira vez na rua de dia me
acontecia isso?. Olhei para a viatura e estava cheio de
gente ao redor sendo multada também. Abri a porta do
carro, e não sabia se caminhava, me arrastava, se me
jogava de cabeça no chão, mas fui...e nem sei como
fui.
Batendo saltinho no asfalto, atravessei a estrada, e
parei ao lado da viatura da PF, esperando os olhares
repugnantes para mim. Por sorte, ninguém notou nada,
pois todos estavam preocupados em explicar os seus
motivos.
O policial que me parou, enfim preencheu a multa e
perguntou: “você vai assinar?” , e eu, ahã...a
essa altura, claro, ele já sabia de quem se tratava,
pois havia conferido meus documentos e já estava me
tratando por você. Assinei a multa e ainda escutei:
“você deve cuidar os perímetros urbanos da próxima
vez, pois as limitações de velocidade são
menores”...e eu “ahã”, esse era o único som que
saia de minha boca naqueles cruéis momentos. Peguei a
multa e saí dali trocando as pernas, entortando o
salto, e gelada que nem picolé.
Pois bem, tive muita sorte, pois o policial foi
totalmente educado e não complicou em nenhum momento
com a minha situação.
Esse relato serve para ver-mos o quanto somos vulneráveis
quando algo inusitado e inesperado nos acontece. Porisso
aconselho, nunca saia sozinha em locais desconhecidos e
desertos. Apesar de fazer parte das atitudes de uma CD,
o arrojo sempre deve ser calculado para que o risco
diminua. E uma boa solução para que isso aconteça, é
arrumar uma companhia para as deliciosas aventuras às
ruas.
Lembre-se: “prudência e canja de galinha, não fazem
mal a ninguém”
Beijos,
Cristina Camps
Dir.
Contatos Reais BCC
www.criscamps.net
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